Janet Cardiff e Christian Moeller - artistas analógicos e eletrônicos
Janet Cardiff nasceu em 1957 no Canadá e formou em artes visuais, grande parte de seus trabalhos é feito com seu marido George Bures Miller. A artista instiga a emoção, a memória, e através de efeitos ela cria espaços virtuais, em que a percepção acústica é de extrema relevância, ancorados na realidade, o que leva seus expectadores para o cruzamento entre ficção e realidade. Uma obra que exemplifica muito bem o estilo de Janet e tem grande importância em sua carreira, é a Forty Part Motet presente hoje no Inhotim, já passou por vários locais e explora o som, propõe um passeio entre caixas de sons que causa uma infinidade de mudanças no comportamento sonoro ao caminhar pelo espaço. Em geral, suas obras tem a observação da obra em virtude dos sentidos, principalmente a audição, com a sensação da tridimensionalidade, que faz a pessoa se sentir de fato no local, com um aspecto de acúmulo de objeto e de memórias.
Ao estudar Janet comecei a olhar a obra do Inhotim com uma nova forma, consegui entender seus objetivos e passa a fazer muito mais sentido ao entender a artista. Acredito que se puder ter novamente a experiência seria completamente diferente, exploraria novas perspectivas e veria de outra forma e não apenas andar pra ouvir as diferentes vozes em cada caixa de som, mas gostaria de ver o conjunto, os anexos do conjunto
Christian Moeller é um alemão nascido em 1959 que estudou Arquitetura em Viena, o que influenciou muito em suas obras artísticas. Ele combina a arquitetura, a tecnologia, as imagens e o som juntamente com o movimento, são instalações que fazem um jogo de escalas em lugares diversos, que tem sido concentrado cada vez mais no ramo da arte pública. Atrelado a isso, Moeller trabalha com tecnologias de mídia contemporâneas para produzir eventos físicos inovadores e intensos, realizados desde objetos manuais até instalações em escala arquitetônica
As obras de Moeller me chamaram muito a atenção por possuírem uma interação muito mais direta com o espectador, além da quantidade de cores vibrantes. Ao estudá-lo fiquei imaginando qual seria a reação ao me deparar com uma instalação sua em uma atividade cotidiana minha, acredito que ao encontrar uma arte pública como o Mojo, há uma descontração e uma leveza na rotina, pois quebra a expectativa daquele caminho comum e se faz questionar a obra levando os pensamentos a outro lugar.
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