Animação Cultural - Flusser
Desde o princípio da humanidade, o homem utiliza os mais diversos objetos com diferentes funções durante quase todo o tempo, de modo que esses instrumentos têm papel imprescindível no dia a dia. Apesar disso, esses instrumentos são banalizados pela maioria das pessoas e tratados apenas como posse. Acerca desse tema, o filósofo Flusser escreve o texto "Animação Cultural", com o intuito de mostrar uma perspectiva diferente em relação a tal assunto. O autor cria uma personificação dos objetos em uma assembleia para a elaboração da Declaração dos Direitos Objetivos, na qual eles discutem sobre a visão que os seres humanos têm deles. Além disso, abordam as vezes em que são vistos pelos homens de forma deturpada, acompanhada pelo sentimento de soberania. O fato é contestado por eles, por meio da apresentação de um mito, o qual mostra que a humanidade sabe da superioridade dos objetos, mas tenta justificar uma aversão pelo domínio inicial que sempre tiveram sobre todos os animais, de forma que também inclua os artefatos. Os utensílios anseiam, no decorrer do texto, por criar e por concretizar seus direitos, tendo posto que tudo é regido por eles e que, por causa deles, a humanidade é animada e, dessa maneira, é capaz de alcançar a felicidade - objetivo primordial dos homens. Sendo assim, quando Flusser anima os objetos, fui apta questionar a importância dos mesmos em nossas vidas e a banalização deles, ato que realizamos devido à falta dessa reflexão provocada pelo autor. Ademais, pude perceber, de forma mais clara, a dependência humana em cada item, que é, muitas vezes, imperceptível no cotidiano.
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